O amor de nossos pais naturalmente gera uma criança em nós, tudo começa aí.

“O amor de nossos pais naturalmente gera uma criança em nós, tudo começa aí.
Nosso amor por nossos pais, amadurecido, gera uma gratidão pela vida. Assim nos tornamos verdadeiramente adultos capazes de amar.

Esta gratidão nos abre para um amor que pode vir de outra pessoa, de uma nova família. Assim a vida cresce naturalmente.
Quando permanecemos a criança de nossos pais, acabamos por transformar o amor em luta.

Muitas vezes, sem perceber, reencenamos nossa infância, pois assim nos reconhecemos. Neste amor não há espaço para uma outra pessoa, e nesta luta muitas pessoas se machucam.”

Mauro Bühler

A cordialidade pode se tornar estranhamente ameaçadora

“A cordialidade pode se tornar estranhamente ameaçadora para a pessoa que se esconde por detrás da mesma e constante face educada. Ela é um compromisso com o trabalho amoroso frente a realidade sensível do encontro, por isso não repercute automaticamente a imagem ou o reconhecimento daquilo que significa ser aceito, nos coloca em seu exercício. A cordialidade é o meio por onde se insere o processo de contato e integração psíquica.

Quando a educação se transforma num refúgio para o esquecimento e a não disponibilidade para o risco de se relacionar, ela aliena a personalidade de sua realidade interna e por consequência de sua renovação.

Enquanto a cordialidade se empenha em acolher a alma em toda a sua vastidão, a educação pode tão somente reeditar as permissões que nos apresentam sem nos representar.

O educado pode ser perfeitamente aceito sem sequer se aceitar, ser amado sem sequer se amar. (…)”

Mauro Bühler

Dê boas vindas às suas emoções

“As emoções abrem um maior contato com a interioridade, esteja atento para não se perder nas abstrações do seu intelecto.

Por vezes sentimos a presença de uma determinada emoção, mas escolhemos não representá-la com a face que brota dela para nos adequarmos à expectativa do outro.

Quando você faz isso, se dissocia das emoções, diminui o contato com a sua alma e trai o movimento do espírito. Seguindo esse caminho, pode criar uma vida que não necessariamente representa a sua alma. Todos nós fazemos isso por medo. Nós exercemos um controle através do intelecto por medo de nos entregar às nossas emoções, pois sim, existem dor e sofrimento na vida humana.

Cada dimensão de nosso ser nos propõe uma experiência temporal. Os tempos do corpo, da mente e do intelecto são distintos. Uma boa consciência é o resultado de uma relação harmônica destas temporalidades, uma expressão autêntica de sua relação.

As emoções são nossas guias e professoras, a elas nos entregamos com respeito, pois todas servem à vida. Atento e honesto com as próprias emoções, seu intelecto é chamado a participar através da composição de representações e da realização de escolhas conscientes.”

O desconhecido em nossa interioridade é como uma nudez

“O desconhecido em nossa interioridade é como uma nudez, própria da condição humana, sempre nos convida a nos relacionar e a fazer as pazes com o desconhecido que habita no outro, lá fora e no futuro.

Nunca poderemos nos definir de forma conclusiva. Sempre inacabados, somos mais vastos do que podemos conhecer.

É frente ao desconhecido que a vida ganha um sentido, isso nos amedronta e ao mesmo tempo nos liberta.

Estamos todos, mesmo sem perceber, nus naquilo que vestimos. Às vezes, o mais óbvio se torna o mais esquecido, e o que nos representa pode nos afastar da sabedoria de sermos, em tudo o que assumimos, simplesmente livres, plenamente humanos.”

Mauro Bühler

Estou absolutamente encantado em reconhecer como os movimentos espontâneos do corpo…

Estou absolutamente encantado em reconhecer como os movimentos espontâneos do corpo desperto repercutem um senso de integridade. Eles reverenciam nossa própria origem afetiva individual e mais profundamente a condição humana, nosso vínculo indissociável com a grande natureza. Estes movimentos declaram nossa inocência frente a presença em vida, que se disponibiliza através de tudo que nos tornamos. A sensibilidade espacializa convites de reunião de um com o outro em contornos cada vez mais inclusivos.

Quando a personalidade se silencia nas relações íntimas onde age na inibição e na interdição violenta e medrosa da vitalidade, e passa a cumprir seu papel de justa regulação da disponibilidade, nasce a beleza de um indivíduo propositor de paz, porque com simplicidade a porta.

Reconheci como um desafio em minha prática terapêutica que é necessário restituir o papel de centralidade do corpo na organização da vitalidade. Existe um estado de ser sensível anterior a todo e qualquer atributo de identidade. Devemos reconhecer e valorizar a vida em suas múltiplas qualidades, em seu lugar íntimo, antes de percorrer qualquer distância. Percebi que nos encontramos indevidamente encantados e emaranhados com nossa própria autoimagem, em suas referências projetivas de desejo. Chegamos até a confundi-la com o próprio corpo, a impondo sobre ele. Este pobrezinho se encontra, muitas vezes, esquecido e violentado por detrás de formas aparentemente belas.

Estimular o saber de si sem a perspectiva de um efetivo compromisso com a mudança é contribuir…

Estimular o saber de si sem a perspectiva de um efetivo compromisso com a mudança é contribuir para a banalização da vida humana. Esta acomete a ricos e a pobres igualmente, não poupa ninguém. É uma comodidade que nos anestesia e entorpece os sentidos. Captura e corrompe a tudo.

A vida se encontra em um estado constante de mudança, de vir a ser. Nosso psiquismo é a mina da preciosa humanidade, uma fonte transbordante. Este não se mobiliza só ou tão somente no que nos apraz, agrada ou gostamos.

O homem que não se compromete com seu exercício de consciência diário (pois diariamente vivemos e morremos) será inevitavelmente incomodado e pressionado por tudo aquilo que cresceu à sua volta e dentro de si sem sua participação consciente. Tudo apontará aos terríveis fracassos advindos não de sua ousadia criativa e da coragem (estes são louváveis e conduzem ao descanso), mas àqueles da passividade e do discurso do medo. Ocupações de si para consigo mesmo, em um mundo traduzido em imagens e fundamentado em uma injustificada autoimportância.

Os mais medrosos, quando confrontados, se refugiam ainda mais, postergando o inevitável vazio que se estabelecerá por sorte um dia.

O esquecimento de si é uma afronta à dádiva da vida e tem seu preço cobrado por ninguém mais do que ele… ele mesmo! Deus?

Não, o próprio corpo. O reconhecimento do valor da vida está ao alcance de todos. É um dom de todo homem, por meio dele nos distinguimos e realizamos, porém podemos não exercê-lo e nem reverenciá-lo em seu meio natural.

Esta tenebrosa individualidade gestada no ocidente, este deus tão particular, se problematiza e vive ora as fantasias, ora os tormentos de sua eterna infância.

Para muitos de nós o mundo se tornou tão banal quanto um cardápio. E a liberdade é assumida como um poder de trocar ou de substituir fundamentalmente uma mesma coisa, a identidade, disfarçando-a de outra…

Workshop Roda de Cura com Mauro Bühler

– Inscrições Abertas –

26 e 27 Janeiro/2019 (sáb e dom)

Neste trabalho fenomenológico, o participante é imerso em um processo onde a sua estrutura afetiva é revelada e acolhida de forma amorosa. A Roda de Cura é um caminho de desenvolvimento da sensibilidade e uma proposta de integração para a alma.

Público alvo: pessoas que buscam autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, integração psíquica, saúde e equilíbrio.

A Roda de Cura propõe um caminho de consciência que começa pelo Sul, para que o participante possa conhecer suas qualidades. A partir destas, pode se relacionar consigo e com o outro de uma maneira mais integrada (Oeste), reconhecer a perspectiva temporal da vida, que ela vai além dela mesma e das permissões dos pais (Norte) e se conscientizar de que sua vida é algo a ser criado. (Leste).

Sul: representa o nascimento do eu legítimo, que brota do mundo instintivo. Nesta direção, é valorizado todo o mecanismo de distinção, que vai constituir o lugar de direito do indivíduo, sem o mecanismo de se igualar por imagens paradigmáticas do mundo.

Oeste: representa o mergulho na própria interioridade, a relação do consciente com o inconsciente e também o convite para a relação com o outro a partir desse mergulho interno. Esse outro pode ser tanto outra pessoa como outro vir a ser do próprio eu.

Norte: representa a relação com a família, o senso de participação em relações mais amplas – uma grande envergadura de relação com a vida, que inclui a reverência à ancestralidade.

Leste: representa o sentido, o sonhar, o desejo. Nesta direção, é valorizada a consciência de que a vida de um indivíduo é construída a partir de um ato de coragem, de uma boa relação com o medo.


Data: 26 e 27 de Janeiro/2019 (sábado e domingo).
Horário de início do trabalho (sábado): 9h.
Previsão de término (domingo): 18h.
Local: Círculo Aletheia – Sede – Petrópolis (RJ).
 
Valor: 500 reais 
Inscrição: 200 reais de entrada e o restante no dia do evento.
(com alimentação e hospedagem em alojamento incluídas).
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Formação de Terapeutas

Formação de Terapeutas

Turma Confirmada! Inscrições abertas!

Na Formação de Terapeutas, o aluno é capacitado a realizar um amplo conjunto de técnicas e procedimentos individuais e em grupo de proposições de cura, recebendo o direito de exercer o Método Aletheia profissionalmente.

Aletheia é um processo terapêutico que tem como base a prática espiritual no aprofundamento da relação com a natureza humana. Desenvolvemos a consciência num mergulho nas nossas qualidades, conhecendo as próprias necessidades individuais que precisam ser alimentadas e desenvolvendo as capacidades no engajamento honesto e responsável com as relações.

Através do compromisso com o nosso corpo, nossa sensibilidade, nossas relações e o tempo atual, fortalecemos nossa presença e pertencimento ao mundo. Acordamos a nossa alma! Muitas vezes entorpecida por nossa relação violenta com a intimidade e esquecida em nossa constante ocupação com a mente e no autoenvolvimento da identidade.

A integração de nossos conteúdos internos nos leva ao crescimento e ao conhecimento de nossa própria natureza em sua expressão íntima e também coletiva. Trabalhamos no desenvolvimento de uma ética de reciprocidade que respeita a individualidade, fortalecendo nosso poder de escolha e integrando a nossa própria história, pois este caminho que a vida fez até este momento é muito importante no sentido de dar peso à nossa presença. Todos nós temos o desafio de reconhecer o sagrado na beleza de como nos disponibilizamos.

Desenvolvemos uma inteligência sensível através de movimentos do corpo que integram os conteúdos psíquicos. O método tem seu fundamento na Fenomenologia. São processos de campo que criam encontros curativos. Toda pessoa que pratica estabelece uma profunda relativização de sua identidade, da forma como se relaciona consigo mesma, com a sua própria história e com o mundo. Essa relativização é uma grande porta de transformação. O Método Aletheia não trabalha na exacerbação do controle, mas sim no desenvolvimento da entrega à própria sensibilidade.

Nosso compromisso é a cura e o desenvolvimento através do aprimoramento do cuidado. O cuidado é uma capacidade central da condição humana. Cuidado de um consigo mesmo e de um com o outro. Temos dentro de nós a sabedoria capaz de diariamente nos organizar de forma equilibrada. Nossa prática desperta a alma que, através da sensibilidade, dá indícios palpáveis de sua presença e qualidade em nós. Todas as nossas emoções são bem-vindas quando as assumimos enquanto faces de nossa própria alma no compromisso do cuidado.

O Método Aletheia desenvolve curadores, acorda essa capacidade de todo ser humano. Ser curador significa estar engajado e comprometido na expressão honesta de si e responsável frente à vida.

Aletheia é um caminho de integração, uma prática espiritual, uma forma de viver conciliada com a natureza.

Esta Formação capacita o aluno nos procedimentos curativos e de desenvolvimento do método, familiarizando-o com o conteúdo teórico-metodológico relacionado com a estruturação da psique e possibilitando o caminho de se tornar um curador, desenvolvendo nele a capacidade de relacionar os conhecimentos aprendidos no curso com aspectos da sua própria história e natureza humana.

Público Alvo: terapeutas, psicólogos, estudiosos da psique e professores.

Mensalidade: 630 reais.

Duração da Formação: aproximadamente 2 anos.

Locais: Botafogo, Catete e Araras/Petrópolis-RJ.

Saiba mais sobre a Estrutura da Formação.

 


Datas: entre em contato conosco e receba o cronograma completo das atividades.

Inscrições e informações: (21) 99803-9696 /  contato@circuloaletheia.com

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Atividades Sociais e Voluntárias

Mauro Bühler com os Curadores do Método Aletheia

 

No Círculo Aletheia disponibilizamos diversas atividades gratuitas, ou a valores sociais, para aqueles que desejam se desenvolver numa prática sensível de cuidado, harmonização e equilíbrio.
Mauro Bühler acompanha e supervisiona os processos com os terapeutas e curadores do Método Aletheia nesta proposição inclusiva e colaborativa.

 

No Atendimento Aletheia você tem a oportunidade de se relacionar com seus movimentos internos, uma inteligência orgânica, sensível, que todos possuímos em nosso silêncio. Ao habitar o seu próprio centro e se expor ao que se revela, os movimentos curativos e nutridores podem se realizar e se expressar na vida como um todo.
Este processo é composto por uma rotina de processos terapêuticos aplicados por curadores formados no Método Aletheia, ou por curadores em fase de estágio, que neste dia se dispõem a atender, de forma gratuita e voluntária, todas as pessoas interessadas em receber e praticar Aletheia.

Novo telefone para os agendamentos do Atendimento Aletheia Aberto ao Público: (21) 97209-9288 (Whatsapp)

 

Uma prática de meditação ativa que tem como objetivo estabelecer uma rotina de nutrição, através do compromisso com as tensões que compõem a intimidade e da abertura para um estado amoroso nas relações. Posturas, práticas e proposições compõem este processo desenvolvido por Mauro Bühler.

Reunidos em um grande círculo, os participantes são convidados a expressar suas emoções e sensações e a se relacionarem a partir deste lugar honesto e inclusivo, assim convidamos o desenvolvimento de uma postura de entrega às qualidades da própria alma e natureza humana.

Nesta meditação celebramos a expressão da nossa interioridade no mundo, nos recordando da necessidade da criação de uma vida que nos alimente e que represente a nossa alma. No Método Aletheia, o campo de relação representa um estado maduro de consciência em contato com o espírito e presente no mundo.

Desenvolvendo o silêncio, encontramos um regulador natural da relação com o corpo, com as emoções e com o intelecto. O silêncio age como uma atenção inclusiva, que desperta um movimento no corpo e nas emoções capaz de nos alinhar e consolidar uma consciência orgânica que naturalmente trabalha instaurando equilíbrio e harmonia.

A Meditação e Prática de Relação cumpre um papel terapêutico na medida em que todo praticante é convidado a reverenciar o encontro que gerou seu nascimento.

Não é necessária inscrição prévia, apenas pedimos pontualidade.
Importante: Venha com roupa confortável, que possibilite movimento e relaxamento.

 

Datas: Toda quarta-feira, de 20h às 21h30.
Local: Rua Clarice Indio do Brasil, 52-A / Botafogo.
Valor sugerido: 30 reais.
Inscrições: (21) 99803-9696 (WhatsApp)

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Participa da noção de paraíso a poderosa memória de um estado de ser …

Participa da noção de paraíso a poderosa memória de um estado de ser onde era ausente, ou muito pequeno, o desafio que representa para nós o exercício relacional com a diferença. Chamamos esta fase de infância.

Muitos o buscam, ou o perpetuam por meio de artifícios. Ausências pela inconsequência, euforias e anestesias frente ao grande desafio que é viver no mundo e ser, da melhor forma possível, um entre outros.
Sartre bem disse: “o inferno são os outros”.

Os que buscam no paraíso alguma imagem de perfeição terminam por destituir a terra de sua diversidade original, aniquilam a todos e a si próprios na brincadeira de Deus que não parte de uma tela em branco.

Vejo na imagem do paraíso a grandiosidade do exercício de nossa inocência, dando significado a nossa concordância com o corpo e um sentido revolucionário em termos de consciência para a própria condição humana. Esta que nos dá suporte e se disponibiliza à nossa destinação, sendo assumida em nosso processo de diferenciação como o lugar legítimo para a nossa criação.