Estou absolutamente encantado em reconhecer como os movimentos espontâneos do corpo…

Estou absolutamente encantado em reconhecer como os movimentos espontâneos do corpo desperto repercutem um senso de integridade. Eles reverenciam nossa própria origem afetiva individual e mais profundamente a condição humana, nosso vínculo indissociável com a grande natureza. Estes movimentos declaram nossa inocência frente a presença em vida, que se disponibiliza através de tudo que nos tornamos. A sensibilidade espacializa convites de reunião de um com o outro em contornos cada vez mais inclusivos.

Quando a personalidade se silencia nas relações íntimas onde age na inibição e na interdição violenta e medrosa da vitalidade, e passa a cumprir seu papel de justa regulação da disponibilidade, nasce a beleza de um indivíduo propositor de paz, porque com simplicidade a porta.

Reconheci como um desafio em minha prática terapêutica que é necessário restituir o papel de centralidade do corpo na organização da vitalidade. Existe um estado de ser sensível anterior a todo e qualquer atributo de identidade. Devemos reconhecer e valorizar a vida em suas múltiplas qualidades, em seu lugar íntimo, antes de percorrer qualquer distância. Percebi que nos encontramos indevidamente encantados e emaranhados com nossa própria autoimagem, em suas referências projetivas de desejo. Chegamos até a confundi-la com o próprio corpo, a impondo sobre ele. Este pobrezinho se encontra, muitas vezes, esquecido e violentado por detrás de formas aparentemente belas.

Estimular o saber de si sem a perspectiva de um efetivo compromisso com a mudança é contribuir…

Estimular o saber de si sem a perspectiva de um efetivo compromisso com a mudança é contribuir para a banalização da vida humana. Esta acomete a ricos e a pobres igualmente, não poupa ninguém. É uma comodidade que nos anestesia e entorpece os sentidos. Captura e corrompe a tudo.

A vida se encontra em um estado constante de mudança, de vir a ser. Nosso psiquismo é a mina da preciosa humanidade, uma fonte transbordante. Este não se mobiliza só ou tão somente no que nos apraz, agrada ou gostamos.

O homem que não se compromete com seu exercício de consciência diário (pois diariamente vivemos e morremos) será inevitavelmente incomodado e pressionado por tudo aquilo que cresceu à sua volta e dentro de si sem sua participação consciente. Tudo apontará aos terríveis fracassos advindos não de sua ousadia criativa e da coragem (estes são louváveis e conduzem ao descanso), mas àqueles da passividade e do discurso do medo. Ocupações de si para consigo mesmo, em um mundo traduzido em imagens e fundamentado em uma injustificada autoimportância.

Os mais medrosos, quando confrontados, se refugiam ainda mais, postergando o inevitável vazio que se estabelecerá por sorte um dia.

O esquecimento de si é uma afronta à dádiva da vida e tem seu preço cobrado por ninguém mais do que ele… ele mesmo! Deus?

Não, o próprio corpo. O reconhecimento do valor da vida está ao alcance de todos. É um dom de todo homem, por meio dele nos distinguimos e realizamos, porém podemos não exercê-lo e nem reverenciá-lo em seu meio natural.

Esta tenebrosa individualidade gestada no ocidente, este deus tão particular, se problematiza e vive ora as fantasias, ora os tormentos de sua eterna infância.

Para muitos de nós o mundo se tornou tão banal quanto um cardápio. E a liberdade é assumida como um poder de trocar ou de substituir fundamentalmente uma mesma coisa, a identidade, disfarçando-a de outra…

Workshop Roda de Cura

NOVA DATA!

01 e 02 Setembro/2018

Neste trabalho fenomenológico, o participante é imerso em um processo onde a sua estrutura afetiva é revelada e acolhida de forma amorosa. A Roda de Cura é um caminho de desenvolvimento da sensibilidade e uma proposta de integração para a alma.

A Roda de Cura propõe um caminho de consciência que começa pelo Sul, para que o participante possa conhecer suas qualidades. A partir destas, pode se relacionar consigo e com o outro de uma maneira mais integrada (Oeste), reconhecer a perspectiva temporal da vida, que ela vai além dela mesma e das permissões dos pais (Norte) e se conscientizar de que sua vida é algo a ser criado. (Leste).

Sul: representa o nascimento do eu legítimo, que brota do mundo instintivo. Nesta direção, é valorizado todo o mecanismo de distinção, que vai constituir o lugar de direito do indivíduo, sem o mecanismo de se igualar por imagens paradigmáticas do mundo.

Oeste: representa o mergulho na própria interioridade, a relação do consciente com o inconsciente e também o convite para a relação com o outro a partir desse mergulho interno. Esse outro pode ser tanto outra pessoa como outro vir a ser do próprio eu.

Norte: representa a relação com a família, o senso de participação em relações mais amplas – uma grande envergadura de relação com a vida, que inclui a reverência à ancestralidade.

Leste: representa o sentido, o sonhar, o desejo. Nesta direção, é valorizada a consciência de que a vida de um indivíduo é construída a partir de um ato de coragem, de uma boa relação com o medo.


Datas: 01 e 02 de Setembro de 2018.

Local: Sede do Círculo Aletheia em Araras-RJ.

Valor: 400 reais.

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Participa da noção de paraíso a poderosa memória de um estado de ser …

Participa da noção de paraíso a poderosa memória de um estado de ser onde era ausente, ou muito pequeno, o desafio que representa para nós o exercício relacional com a diferença. Chamamos esta fase de infância.

Muitos o buscam, ou o perpetuam por meio de artifícios. Ausências pela inconsequência, euforias e anestesias frente ao grande desafio que é viver no mundo e ser, da melhor forma possível, um entre outros.
Sartre bem disse: “o inferno são os outros”.

Os que buscam no paraíso alguma imagem de perfeição terminam por destituir a terra de sua diversidade original, aniquilam a todos e a si próprios na brincadeira de Deus que não parte de uma tela em branco.

Vejo na imagem do paraíso a grandiosidade do exercício de nossa inocência, dando significado a nossa concordância com o corpo e um sentido revolucionário em termos de consciência para a própria condição humana. Esta que nos dá suporte e se disponibiliza à nossa destinação, sendo assumida em nosso processo de diferenciação como o lugar legítimo para a nossa criação.

Encontro muitas pessoas se violentando, exercendo sobre si mesmas uma terrível forma de repressão.

Encontro muitas pessoas se violentando, exercendo sobre si mesmas uma terrível forma de repressão. Impondo sobre as próprias emoções e o corpo a ditadura de suas autoimagens. Movidas por carências profundas, projetam e mobilizam o mundo no pedido de alimento afetivo que se sacia realmente na relação amorosa consigo.

Perambulam pelas relações, na ilusão de que o poder de trocar, frente à dificuldade e à dor, uma coisa por outra, uma pessoa por outra, um trabalho por outro, uma religião por outra, significa ser livre.

Dedicam-se, muitas vezes, ao corpo enquanto mecanismo de sedução do outro e também o reduzem a mero objeto de desejo. Imersos em um cardápio tão vasto quanto este do mundo que nos encontramos, podem consumir muito tempo na experiência superficial do desejo que dá prazer, mas não gera satisfação.

Esta repressão da realidade íntima é parte de nosso esquecimento de si, onde normalizamos uma absurda violência, que com o tempo nos leva a estados insustentáveis.

Nossa cultura de consciência rejeita o valor da vulnerabilidade, a reconhece como fraqueza. Esta é um estado de transição natural da abertura, propício à mudança.

Em um mundo tão violento, o aberto se machuca bastante, tem poucas chances, e isto institui um ciclo vicioso que nos aliena.

Uma estética de impressões breves e imediatas, que rege a venda, impede o necessário investimento afetivo que consolida nosso senso de individualidade e casa, saudáveis e sãos.

Roda de Aletheia

 

O fundamento de nossa inteligência e fonte de nossa vitalidade é a natureza instintiva, que pulsa no centro sexual, animando nossos movimentos. Através desta prática, desenvolvemos a capacidade de nos alimentarmos de nós mesmos e partilhar este alimento afetivo com o entorno, preenchendo o espaço de beleza.

Neste processo ritmado, Mauro desenvolve no praticante uma inteligência sensível através de movimentos do corpo que integram conteúdos psíquicos. Toda pessoa que pratica estabelece uma profunda relativização de sua identidade, da forma como se relaciona consigo mesma, com a sua própria história e com o mundo. Essa relativização é uma grande porta de transformação.


Datas: quinzenalmente, em datas agendadas.

Local: Botafogo – RJ.

Mensalidade: 480 reais.

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Atendimento Aletheia Aberto ao Público

 Atendimento Gratuito

No Atendimento Aletheia você tem a oportunidade de se relacionar com seus movimentos internos, uma inteligência orgânica, sensível, que todos possuímos em nosso silêncio.

Ao habitar o seu próprio centro e se expor ao que se revela, os movimentos curativos e nutridores podem se realizar e se expressar na vida como um todo.

Para você que busca maior contato com suas potencialidades e escolhas legítimas, o Atendimento Aletheia é uma grande porta para a sua jornada interior.

Criado por Mauro Bühler, Aletheia é um processo de cura e desenvolvimento de consciência que nos silencia, desocupa internamente de distúrbios, tensões e padrões, trazendo presença e alívio. Através de movimentos do corpo que integram conteúdos psíquicos, surge uma vitalidade e um relaxamento, frutos da conexão com a própria energia e reapresentação à própria alma, se estabelecendo assim uma profunda relativização de estados defensivos fundamentados no medo.


Datas: Toda terça-feira, de 15h às 19h (o atendimento dura aproximadamente 1 hora)

Local: Rua Barão de Guaratiba, 29 – Catete (pertinho do metrô).

Gratuito! Para participar é necessário o agendamento prévio de horário.

Agendamentos: (21) 99803-9696.

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Meditação e Prática de Relação

Aberta ao Público

Uma prática de meditação ativa que tem como objetivo estabelecer uma rotina de nutrição, através do compromisso com as tensões que compõem a intimidade e da abertura para um estado amoroso nas relações. Posturas, práticas e proposições compõem este processo desenvolvido por Mauro Bühler.

Reunidos em um grande círculo, os participantes são convidados a expressar suas emoções e sensações e a se relacionarem a partir deste lugar honesto e inclusivo, assim convidamos o desenvolvimento de uma postura de entrega às qualidades da própria alma e natureza humana.

Nesta meditação celebramos a expressão da nossa interioridade no mundo, nos recordando da necessidade da criação de uma vida que nos alimente e que represente a nossa alma. No Método Aletheia, o campo de relação representa um estado maduro de consciência em contato com o espírito e presente no mundo.

Desenvolvendo o silêncio, encontramos um regulador natural da relação com o corpo, com as emoções e com o intelecto. O silêncio age como uma atenção inclusiva, que desperta um movimento no corpo e nas emoções capaz de nos alinhar e consolidar uma consciência orgânica que naturalmente trabalha instaurando equilíbrio e harmonia.

A Meditação e Prática de Relação cumpre um papel terapêutico na medida em que todo praticante é convidado a reverenciar o encontro que gerou seu nascimento.

“Nossa origem comum é o encontro de nossos pais”. Mauro Bühler


Datas: Em terças agendadas, de 20h às 20h45.

Local: Rua Barão de Guaratiba, 29 – Catete (pertinho do metrô).

Gratuito! Não é necessária a inscrição prévia, apenas pedimos pontualidade.

Importante: Venha com roupa confortável, que possibilite movimento e relaxamento.

(Clique aqui e veja nossa agenda!)

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Formação de Terapeutas

Na Formação de Terapeutas, o aluno é capacitado a realizar um amplo conjunto de técnicas e procedimentos individuais e em grupo de proposições de cura, recebendo o direito de exercer o Método Aletheia profissionalmente.

Aletheia é um processo terapêutico que tem como base a prática espiritual no aprofundamento da relação com a natureza humana. Desenvolvemos a consciência num mergulho nas nossas qualidades, conhecendo as próprias necessidades individuais que precisam ser alimentadas e desenvolvendo as capacidades no engajamento honesto e responsável com as relações.

Através do compromisso com o nosso corpo, nossa sensibilidade, nossas relações e o tempo atual, fortalecemos nossa presença e pertencimento ao mundo. Acordamos a nossa alma! Muitas vezes entorpecida por nossa relação violenta com a intimidade e esquecida em nossa constante ocupação com a mente e no autoenvolvimento da identidade.

A integração de nossos conteúdos internos nos leva ao crescimento e ao conhecimento de nossa própria natureza em sua expressão íntima e também coletiva. Trabalhamos no desenvolvimento de uma ética de reciprocidade que respeita a individualidade, fortalecendo nosso poder de escolha e integrando a nossa própria história, pois este caminho que a vida fez até este momento é muito importante no sentido de dar peso à nossa presença. Todos nós temos o desafio de reconhecer o sagrado na beleza de como nos disponibilizamos.

Desenvolvemos uma inteligência sensível através de movimentos do corpo que integram os conteúdos psíquicos. O método tem seu fundamento na Fenomenologia. São processos de campo que criam encontros curativos. Toda pessoa que pratica estabelece uma profunda relativização de sua identidade, da forma como se relaciona consigo mesma, com a sua própria história e com o mundo. Essa relativização é uma grande porta de transformação. O Método Aletheia não trabalha na exacerbação do controle, mas sim no desenvolvimento da entrega à própria sensibilidade.

Nosso compromisso é a cura e o desenvolvimento através do aprimoramento do cuidado. O cuidado é uma capacidade central da condição humana. Cuidado de um consigo mesmo e de um com o outro. Temos dentro de nós a sabedoria capaz de diariamente nos organizar de forma equilibrada. Nossa prática desperta a alma que, através da sensibilidade, dá indícios palpáveis de sua presença e qualidade em nós. Todas as nossas emoções são bem-vindas quando as assumimos enquanto faces de nossa própria alma no compromisso do cuidado.

O Método Aletheia desenvolve curadores, acorda essa capacidade de todo ser humano. Ser curador significa estar engajado e comprometido na expressão honesta de si e responsável frente à vida.

Aletheia é um caminho de integração, uma prática espiritual, uma forma de viver conciliada com a natureza.

Esta Formação capacita o aluno nos procedimentos curativos e de desenvolvimento do método, familiarizando-o com o conteúdo teórico-metodológico relacionado com a estruturação da psique e possibilitando o caminho de se tornar um curador, desenvolvendo nele a capacidade de relacionar os conhecimentos aprendidos no curso com aspectos da sua própria história e natureza humana.

PÚBLICO ALVO: terapeutas, psicólogos, estudiosos da psique e professores.

 


Datas: entre em contato conosco e receba o cronograma completo das atividades.

Local: Botafogo –RJ.

Inscrições e informações: (21) 99803-9696 /  contato@circuloaletheia.com

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